domingo, 27 de junho de 2010

O Voluntariado...

   Um dos fenómenos mais positivos dos nossos tempos é o crescente número tanto de formas de voluntariado como de pessoas, de praticamente todas as idades, que a ele se dedicam.
   Actuam predominantemente a nível local. Mas há, sobretudo em organizações não governamentais, pessoas que se deslocaam muito para além da sua terra, país, raça e religião. Vão para onde são precisas, algumas para actividades que chegam a durar anos.
   Dizemos que em todo o voluntariado o que está em jogo é sempre a caridade. Eu arriscaria dizer que é o Amor. E se há pessoas, por exemplo um reformado, que se dedicam aos outros para ocupar o tempo e evitar a solidão, pelo menos aquilo que fazem, é sempre um bem para quem é feito. E, quantas vezes, a experiência desse bem acaba por se impor de tal maneira, que passa para primeiro plano, como motivação. Daí os sacrifícios que a pessoa é capaz de sujeitar-se: o bem que faz aos outros torna-se um bem próprio a que dificilmente é capaz de renunciar.
  O voluntariado é, para nós jovens, um escola de vida que educa para a solidariedade e a disponibilidade para darmos não apenas qualquer coisa, mas darmo-nos a nós próprios.
  Na passada quarta feira a praça da alegria foi transmitida do Hospital de São João com objectivo de expandir a campanha "Um lugar para o Joaozinho" e angariar fundos para a construção de uma nova ala pediátrica. Foram entrevistadas quatro voluntárias e uma delas disse "Eu uso o cracha com o meu nome do lado esquerdo, do lado do coração". Com esta frase a voluntária classificou toda a sua acção "Amor". 
  "Damos mais do que recebemos?" "Recebemos mais do que damos?"  
  Os mais ousados procuram a resposta...

Lu*

P.S.: O tema veio "a baile" porque está a iniciar-se a época dos campos de férias da Juventude Hospitaleira e a divulgação aumenta e a procura deste tipo de actividades também.

domingo, 20 de junho de 2010

Sem classificação...

   Estes tempos não têm sido fáceis. Felizmente os exames terminaram e as férias começam.
   Hoje ouvi uma frase que me deixou a penasar. Foi dita por um "tolinho poeta", muitos o chamam assim, e pareceu-me que se encontra bem mais consciente da realidade do que muitos outros. Dizia ele: "Não gosto de viver na Terra. Aqui 1/3 das pessoas não vive. Arrastam-se e depois morrem".
   Estes últimos dias tenho sido acompanhada por um sofrimento interior que não consigo descrever. Não há escala de avaliaçao da dor que sirva para classificar tamanha intensidade. Corta-me a respiração, muda-me a expressão, faz-me arrastar, faz-me chorar, faz com que não me entenda.
  Espero que todos se encontrem bem.
  Eu peço desculpa pela minha ausência e agora regresso tão negativo.